Desinformação: Fake news e os riscos para as empresas

Em 30 de outubro de 1938 a Terra sofreu uma invasão de alienígenas. Pelo menos, essa foi a informação (ou desinformação) transmitida nos Estados Unidos pela CBS em uma radionovelização.

Em uma época em que o termo “fake news” não existia, a notícia da invasão criou pânico. Na verdade, a intenção da transmissão não era essa, mas sim a de adaptar para a rádio o livro Guerra dos Mundos, de H. G. Wells, em uma espécie de radionovela.

Acontece que a adaptação foi tão perfeita e convincente, que à medida que os ouvintes escutavam os boletins de Guerra dos Mundos, a ficção foi tornando-se realidade e o pânico instalou-se nas cidades norte-americanas. O resultado foi milhares de ligações para a polícia e pessoas de prontidão para lutar contra os alienígenas.

A desinformação nos dias de hoje

Se já tivemos casos anteriores de desinformação, foi somente em 2016, nas eleições dos EUA, que o termo “fake news” (em português, notícias falsas), se popularizou. De lá para cá as fake news estão nas redes sociais e circulam por mensagens trocadas via WhatsApp.

O tema tem causado tantas dores de cabeça que em 2018 a União Europeia criou um sistema para tentar combater a desinformação. Mas, não é só o Governo que tem medo das fake news. A desinformação é prejudicial também para os negócios.

Um exemplo: a Starbucks foi vítima de uma notícia falsa quando tweets que anunciavam o “Dia do Sonhador” (Dreamer Day) – no qual a cadeia de café supostamente distribuía frappucinos gratuitos para imigrantes sem documentos nos EUA – se espalhavam rapidamente pelas mídias sociais.

Propagandas, incluindo o logotipo da empresa, a fonte da assinatura e fotos de suas bebidas circularam pela internet com a hashtag #borderfreecoffee. Tudo não passou de fake news, conforme explicado pela própria Starbucks no Twitter.

Como empresas combatem fake news?

Em um primeiro momento, pode parecer que fake news não afetarão o seu negócio. Mas, se você parar para analisar, basta um boato sobre demissões, para o medo instalar-se nos funcionários.

Por isso, é importante empresas criarem seus próprios canais de comunicação, que podem ser intranet, portais, TV Corporativa, newsletters, website e até mídias sociais. Outra estratégia é certificar-se de que sua equipe seja informada com prioridade máxima.

Sempre que uma desinformação se disseminar no ambiente, é fundamental ter uma estratégia para esclarecer os funcionários sobre a realidade. Por isso, a comunicação deve ser proativa e a resposta deve vir da forma mais apropriada e rápida.

Concluindo

Em um cenário de disseminações de fake news, o que antes era chamado de rádio peão ou rádio corredor, espalha-se muito mais rapidamente do que antes graças aos dispositivos que hoje temos para nos comunicarmos.

O aumento da desinformação nas empresas está diretamente ligado à qualidade da comunicação com seus funcionários. Uma boa maneira de melhorar esta comunicação é com a TV Corporativa, que pode ser acessada inclusive por trabalhadores remotos.

Sua empresa tem alguma estratégia para lidar com fake news? Em caso afirmativo, compartilhe conosco. E se este artigo foi útil para você, fique à vontade para enviá-lo aos seus colegas. Aproveite que está aqui e fique por dentro de nossos outros materiais em nosso blog.

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