Empreendedorismo, startups e inovação: algumas das palavras mais utilizadas

Cada vez mais ouvimos falar de novas empresas que surgem no mercado para inovarem de alguma maneira em seus segmentos. São empresas disruptivas, que fogem do tradicional e navegam por um mar de incertezas. Com um modelo de negócios repetível e escalável, elas são amplamente conhecidas por nós como startups.

Ao contrário do que muitos pensam, startups não são apenas negócios digitais. Mas são, sim, empresas que têm um forte viés de inovação. E se startups e inovação caminham juntos, logicamente não podemos esquecer do empreendedorismo.

Seja em uma startup ou em um negócio nos moldes mais tradicionais, em um mercado B2B (business to business, isto é, no qual produtos e soluções são negociados entre empresas) ou em B2C (business to consumer, no qual produtos e soluções são negociadas entre empresa e consumidor final), empreender é sempre um desafio.

Se juntarmos empreendedorismo, startups e inovação temos um desafio a mais: a linguagem toda especial que só quem está no meio entende. Quer ver?

Empreendedorismo, startups e inovação: como tudo começa

O sonho de qualquer negócio é atingir o Break-even, ou, em uma maneira aportuguesada, “Breakevar”. Por break-even entende-se o período que a startup conseguiu o equilíbrio entre receitas e despesas. Em outras palavras: o negócio passa a se pagar.

Mas, muito antes de conseguir breakevar temos que pensar que a ideia do negócio precisa sair do papel. Geralmente, Co-Founders (cofundadores, primeiros sócios da empresa) começam com um Business Plan. Conhecido por Plano de Negócios, é um documento que define a trajetória da startup. Trata-se de algo muito importante, pois ele mostra como a empresa irá atingir o mercado e obter sucesso.

Existe também o Business Model Canvas, que é um plano de negócios simplificado. Normalmente, é feito utilizando post-its e abrange a estratégia da empresa em geral. Seja como for, todo negócio nasce com um Capital Social, que é a quantia bruta investida no negócio pelos sócios ou acionistas.

Captando dinheiro

Uma das maneiras para startups conseguirem investidores é participando do Demoday, um evento de apresentação de startups para investidores ou potenciais clientes. Normalmente, o Demoday acontece ao final de um programa de aceleração. Falando em eventos, existe o Pitch, que é uma apresentação curta sobre o negócio em si, geralmente com o objetivo de vendas ou captação de investimento.

Quando a ideia é boa e investidores realmente acreditam na startup, ela atrai os chamados Angels, ou Investidores-Anjos. São pessoas que investem diretamente nas startups em troca de participação e, na maioria das vezes, auxiliam no desenvolvimento da startup com sua experiência ou rede de contatos. Startups contam com o Aporte (investimento financeiro) dos angels. Todavia, para que realizem investimentos é preciso que eles tenham a certeza do Hurdle Rate, ou taxa mínima de retorno ou atratividade de investimento.

Outras maneiras para conseguir dinheiro é por meio do Crowdfunding, uma plataforma que permite a captação de recursos, ligando pessoas que fazem projetos com possíveis financiadores do projeto. Há também o Co-Investimento, que é o processo de investimento realizado por dois ou mais investidores em determinada empresa, dividindo a participação acionária e o valor investido. Quando uma startup desenvolve-se apenas com capital dos sócios damos o nome de Bootsrap.

Além do aporte de angels, empreendedores no mundo das startups contam com Mentores, que são pessoas com conhecimento de mercado que, por meio de suas expertises, auxiliam no desenvolvimento de um negócio.

Escalando

O sonho de toda startup é Escalar, ou seja, atingir um público maior, buscando um maior potencial de mercado. Existem muitas maneiras para isso, mas sem um produto ou serviço de primeira, a tarefa é impossível.

Startups utilizam algumas metodologias para gerar ideias e testá-las. Uma delas é o Sprint. O método foi criado pelo Google e permite uma experimentação rápida. Consiste em uma técnica que visa produzir em ritmo acelerado para atingir um objetivo específico.

O Sprint trabalha com o Mínimo Produto Viável (MVP, do inglês Minimal Viable Product), que é um produto de testes para validar a criação de um produto. Quando tratamos de um acréscimo ao produto feito como teste para validar determinada premissa temos a Mínima Feature Viável ou Minimal Viable Feature (MVF).

Wow Moment

O momento em que o usuário supera as expectativas e surpreende-se com um serviço ou produto é chamado de Wow Moment. Empresas Unicórnio (recebem esse nome as organizações avaliadas em mais de US$ 1 Bilhão antes da abertura de capital em bolsa de valores) têm uma clientela que com certeza já experimentou o Wow Moment.

Dentre os exemplos clássicos de Empresa Unicórnio está a Nubank. A empresa é uma Fintech, isto é, empresa de tecnologia que atua voltada para o mercado financeiro.

Fechando…

Conseguiu entender algumas das palavras comuns no meio de empreendedorismo, startups e inovação? Já que aqui mostrei alguns termos, convido você a seguir na mesma linha e verificar nosso Glossário de TI com um vocabulário que usuários precisam conhecer.

E não esqueça: fique de olho no blog da Scurra para ficar por dentro de nossos artigos.

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