Entenda o TCO (Total cost of ownership) ou custo total da posse

TCO

Nas últimas décadas, devido à intensa evolução da era da informação, a postura dos gestores em relação a tecnologia mudou radicalmente. A TI (Tecnologia de Informação), que antes era considerada um investimento desnecessário, passou a ser considerada um dos principais instrumentos para o desenvolvimento de estratégias competitivas, devido à sua capacidade de ajudar as organizações a aumentar a produtividade de seus times e entregar produtos e serviços de qualidade. E para mensurar os custos, níveis de eficiência e retornos sobre o investimento de novas tecnologias, os gestores costumam avaliar o TCO (“Total Cost of Ownership” ou, no português, “Custo Total de Propriedade”). A seguir, conheça um pouco mais sobre o TCO e como ele ajuda a reduzir os custos de TI.

Mas, afinal, o que é TCO?

Desde meados dos anos 90, os CIOs (Gerentes de TI) vêm tentando reduzir os custos da proliferação de desktops em suas empresas. Isso porque, em 1996, a Gartner Group anunciou que, para possuir um ambiente de trabalho do Windows 95, uma companhia teria que desembolsar até US$ 10.000 por ano. Isso fez com que as organizações da época “despertassem” para o fato de que manter computadores em pleno funcionamento era até cinco vezes mais caro do que compra-los. Assim, surgiu o conceito de TCO, uma estimativa financeira que avalia os custos diretos e indiretos relacionados à compra de softwares e hardwares, além dos gastos para mantê-los em pleno funcionamento.

Hoje, este número permanece inalterado. Embora os desktops sejam muito mais fáceis de gerir, possuam sistemas operacionais eficientes e tenham um TCO baixo, o cenário em que eles estão inseridos tornou-se bastante complexo, exigindo manutenções e suporte técnico especializado para que não falhem e comprometam o funcionamento das empresas no mercado. Para os especialistas, o aspecto mais importante do TCO não é o valor real que uma tecnologia pode custar para uma organização, mas sim a consciência de que ela gera um custo. Por isso, os CIOS devem estar sempre em busca de métodos e estratégias para reduzir os custos de propriedade.

O que influencia nesse custo?

O TCO não se refere apenas ao custo de compra, mas também a outros aspectos relacionados ao uso e manutenção do dispositivo, sistema ou equipamento. Gastos com treinamentos, atualizações de software, falhas de segurança, tempo de inatividade e recuperação, espaço, eletricidade, infraestruturas e despesas de teste, desativação de equipamento e crescimento incremental também são levadas em conta, juntamente com os custos de administração e contratação de equipe de TI.

A tendência da terceirização de TI

O desafio de gerenciar componentes e pessoas tem levado algumas empresas a optar pela terceirização de TI. Esta é vista pelos gestores como uma ótima maneira de reduzir o TCO, evitar gastos e aumentar a performance e a competitividade da empresa no mercado. A NASA (Agência Espacial Americana), por exemplo, terceirizou a manutenção de seus computadores, a fim de concentrar-se mais em suas atividades. Já as companhias que trabalham em um mercado onde o investimento em tecnologia é decisivo normalmente optam por aumentar o TCO, levando em conta a sua a cultura e adaptabilidade no setor e tendo como meta principal um melhor retorno do investimento.

E você, já usa o TCO para avaliar os custos dos hardwares e softwares da sua empresa? Deixe seu comentário e compartilhe suas experiências ou questionamentos!

1 Comentário
  1. 4 anos ago
    Danilo

    Acredito que o leasing operacional (ainda não muito comum entre nós, a maioria das pessoas pode achar que está relacionado a opção de financiamento de carros) seja a melhor alternativa (falando apenas de cases para hardware).
    O modelo permite que o cliente usufrua dos computadores como serviço. O cliente não compra a tecnologia, ele usa a tecnologia. Isso permite que a empresa contabilize as máquinas como contratação de serviço, ou seja, como despesa. E é inteiramente passível de dedução para efeitos de cálculo de imposto de renda.
    Um dos maiores cases é a Dell, eles oferecem ao cliente no final do contrato, três opções: fazer um novo contrato (geralmente no mesmo valor), que permite renovar todas as máquinas por modelos novos; comprar uma parte das máquinas em uso pelo seu atual valor de mercado e renovar o contrato de leasing para o restante; ou ainda estender o contrato vigente por mais algum tempo.

    Os contratos variam conforme o fabricante, mas normalmente funcionam como um pacote, que inclui serviços de integração, garantia, configuração, o próprio hardware etc.

    Para o fornecedor, a vantagem é que esse modelo cria laços muito mais fortes e constantes com os clientes.

    Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *