O que esperar das redes 5G?

A quinta geração de Internet móvel deve chegar ao Brasil em breve. Pelo menos é isso que esperamos de acordo com o estudo “Temas em Regulamentação das Telecomunicações do Brasil”, publicado pela 5G Americas.

Já que, pelo menos na teoria, as redes 5G estão próximas, o que isso significará no dia a dia?

Principais mudanças esperadas com as redes 5G

A tecnologia 5G tem potencial para mudar a forma com que utilizamos a internet. Talvez o ponto mais marcante entre a quinta geração e o 4G seja a conexão com as coisas que nos cercam, já que o 5G possibilita a conversa entre máquinas (as redes 5G viabilizarão o uso dos carros autônomos, por exemplo).

Outra característica esperada com a mudança é a velocidade. Sobre isso, duas serão as melhorias:

  • A velocidade de latência (que diz respeito à capacidade de resposta da rede, ou seja, o tempo entre o envio e o recebimento de dados) será reduzida a um milissegundo, algo que fará muita diferença na prática.
  • A rede 5G oferecerá uma velocidade de 20Gbps por segundo. Isso significa que se com o 4G uma playlist do Spotify levava 20 segundos para ser baixada, a quinta geração precisará de 0,6 segundos.

Além da velocidade de download e da “conversa entre máquinas”, a tecnologia 5G poderá ser dividida em partes menores para priorizar serviços mais importantes, permitindo que tenham mais estabilidade.

As frequências de banda também serão mais bem aproveitadas pela 5G. Como resultado, o número de dispositivos conectados na mesma frequência poderá aumentar em cem vezes, algo que fará toda a diferença em transmissão online de eventos ao vivo.

As discussões sobre 5G no Brasil

Para que as redes 5G possam ser utilizadas, serão necessárias mais antenas. A questão acende um alerta às empresas de telecomunicação. Atualmente, conforme noticiado no Bom Dia Brasil, o número de instalação de antenas não acompanha o número cada vez maior de aparelhos de celular.

De acordo com o Sinditelebrasil, a lei de 2015 estabeleceu que a emissão das licenças para instalação deve levar no máximo 60 dias. Acontece que em alguns casos o tempo extrapola um ano.

Então, se hoje, já não damos conta, como será com as redes 5G, que exigirão mais antenas?

“Hoje o Brasil tem um déficit de 100 mil antenas, já para a rede nos moldes atuais. Se você considera que o 5G demanda cinco vezes mais antenas, se nada for feito no futuro a gente pode ter um grande problema de implementação. Isso é um problema que nos preocupa”, disse Vitor Menezes, secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações.

Para tentar uma solução ao problema o governo trabalha em um decreto que regulamentará a Lei Geral das Antenas.

A Anatel (Agência Nacional das Telecomunicações) por sua vez, definiu que deverá publicar um edital ainda este ano para a implementação das redes 5G no país. A previsão é que o leilão do espectro necessário para funcionamento do 5G aconteça até março de 2020.

As frequências de GHz e 2.3GHz, além de sobras de 700 MHz, deverão ser ofertadas. A frequência mais harmonizada em nível mundial é a de 3,5 GHz. O problema é que esta frequência é também adotada pelos usuários de TV aberta por meio de antenas parabólicas atendidas por satélite. Com isso, nosso país dispõe de apenas 200 MHz de faixa para a 5G.

Sendo assim, a Anatel encontra o dilema de impedir a interferência entre TV por satélite e telefônica celular.

Então, o que esperar das redes 5G por aqui?

Apesar de alguns países já terem realizado leilões de frequência para as redes 5G, tudo indica que em terras tupiniquins ainda teremos que esperar um pouco. Conforme noticiado pela Gazeta do Povo, a expectativa é que somente no final de 2020, ou início de 2021, tenhamos as primeiras redes comerciais 5G fora dos papéis.

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