Por que ainda precisamos falar de spam?

Que atire a primeira pedra quem nunca se sentiu invadido (e irritado) pelo número de spams na caixa de entrada. Aliás, a palavra spam, em si, não é nada agradável, e infelizmente já convivemos com ela há um bom tempo. Quatro décadas, para ser mais preciso.

De acordo com o site do World Economic Forum em uma matéria todinha dedicada ao tema, o primeiro spam foi enviado em 1978 por Gary Thuerk, um gerente de marketing que estava promovendo um novo modelo de computador.

Na época, Thuerk realizou a façanha de coletar cerca de 400 prospects via ARPANET, uma espécie de percursor da internet como conhecemos hoje, e conseguiu 13 milhões de dólares de vendas para sua empresa. Como você deve imaginar, a estratégia não foi exatamente bem vista por todos. Nas palavras de Thuerk “as reclamações chegaram quase que imediatamente”.

A história completa você pode ler aqui, mas, para entender o porquê de termos (ainda) que falar sobre spam, anote estes dados:

  • Segundo a matéria divulgada pelo World Economic Forum, cerca de 60% dos e-mails enviados em 2017 foram classificados como spams.
  • Além disso (também como mostra a matéria), em 4 de maio de 2018 o Brasil ocupou a sétima posição no ranking de spams enviados.

Conseguiu entender a importância do assunto? A pergunta agora é:

Quais os perigos do spam?

Com quarenta anos de idade, muitos já nem dão bola para as chamadas mensagens indesejadas. Todavia, o spam continua trazendo perigos para sua empresa. Abaixo elenco os principais:

Porta de entrada de vírus, malware e ransomware: apenas para contextualizar, um vírus é um tipo de software que se multiplica e anexa a outros programas e arquivos comuns do computador. Quando um programa infectado é executado, o vírus é carregado para a memória, que é onde irá cumprir o objetivo para o qual foi programado.

Ao juntarmos as palavras Malicious e Software Malicioso temos o Malware. Basicamente, malwares são programas desenvolvidos especialmente para a execução de ações consideradas ilícitas e danosas para um sistema seja um desktop, notebook, tablet, smartphone entre outros. Spammers utilizam malware principalmente para roubar informações confidenciais, como senhas de bancos e contas em redes sociais, números de cartão de crédito e para utilizar a máquina para envio de mensagens de spams a outros usuários.

O ransomware, por sua vez, é um malware que age como vírus sequestrador (como expliquei neste artigo). Para você entender, ele decodifica os dados e bloqueia o acesso do usuário para cobrar uma recompensa pelo desbloqueio.

Ainda, é importante lembrar que se o spam é porta de entrada para vírus, malware e ransomware, é também por meio dele que os engenheiros sociais atacam.

Perda de produtividade: de acordo com o Nucleus Research, em média cada colaborador leva 16 segundos para eliminar todos os e-mails de spam. Caso a empresa não tenha uma filtragem, cerca de 60% dos e-mails recebidos por um único funcionário podem ser classificados como spam. O número de tempo parece pouco (16 segundos apenas) por pessoa, mas pense nesse tempo crescendo gradualmente por dia, semana, mês e ano e multiplicado entre todos os seus colaboradores.

Perda de dinheiro: aqui é fácil de entender, afinal, se uma parte do tempo do seu colaborador é dedicada a deletar spams, isso significa que ele está deixando de produzir. Temos que considerar que muitos spams são propagandas (de acordo com este site, o número chega a 36%). Quem nunca abriu uma propaganda por curiosidade? Pois é, isso tudo entra em perda de produtividade e de lucratividade ao seu negócio.

Como se proteger do spam?

Como dizem, prevenir é melhor do que remediar. Então, ao invés de ter que apagar incêndios por uma consequência negativa de um spam, tome ações preventivas para que sua empresa não tenha que pagar um alto preço.

Caso você precise de uma mão, nós, da Scurra, podemos te ajudar. Dentre nossos serviços, atuamos fortemente com segurança da informação. Entre em contato conosco para saber mais! E se este artigo foi útil para você, fique à vontade para compartilhá-lo com seus colegas.

1 Comentário
  1. 2 anos ago
    sadi JG

    as vezes nos acostumamos com spans e esquecemos de bloqueá-los. Bom lembrete.

    Responder

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