Quadrante Mágico do Gartner e a tomada de decisão

O Gartner Group foi criado em 1979 por Gideon Gartner. A empresa tem como função fornecer conhecimento por meio de pesquisas de tecnologia para líderes de negócio. O objetivo é que, por meio dessas pesquisas, executivos seniores e CIOs possam tomar decisões sobre iniciativas importantes envolvendo a tecnologia.

O carro-chefe do Gartner é o Magic Quadrant (MQ), em português conhecido como o Quadrante Mágico.

O que é e qual a importância do Quadrante Mágico do Gartner?

O Quadrante Mágico surgiu em reuniões conduzidas por Gideon Gartner. Refere-se a uma metodologia de pesquisa que monitora e avalia o progresso e as posições das empresas – baseadas em tecnologia – em um mercado específico.

Dentre as funções do Quadrante Mágico, destacamos o que diz no próprio site da empresa:

  • Informar líderes e CIOs sobre os fornecedores de tecnologia concorrentes de um mercado e como eles fornecem o que os usuários finais precisam hoje e no futuro;
  • Entender como os provedores de tecnologia de um mercado estão posicionados como competidores, bem como as estratégias que são utilizadas para competir pelos negócios do usuário final;
  • Comparar os pontos fortes e os desafios de um provedor de tecnologia com suas necessidades específicas.

Pelos motivos citados, a ferramenta é amplamente utilizada por líderes e CIOs para tomadas de decisão técnica.

Como funciona o Quadrante Mágico?

O Quadrante Mágico remonta à década de 1980, onde se pretendia descrever uma rápida visão geral de um segmento de mercado. Muito mais do que simplesmente mostrar estatísticas ou classificar empresas em listas, o Magic Quadrant ilustra, em uma matriz bidimensional, os pontos fortes e as diferenças entre as empresas.

Nesta matriz são avaliadas a “capacidade de executar” de um lado e, de outro, a “completude de visão”. Para essa avaliação, fornecedores de tecnologia respondem a um documento detalhado e preenchem longas pesquisas.

O resultado da pesquisa é a opinião dos analistas, que traçam os fornecedores dependendo de seus desempenhos, e os classificam como “Líder”, “Desafiador”, “Visionário” ou “Concorrente de Nicho”. Veja a seguir:

  • Líderes: neste quadrante estão situadas empresas com alta pontuação em visão e capacidade de execução. Líderes tendem a ser grandes organizações, com base sólida de clientes e em mercados maduros. As empresas que aqui se encontram têm força para influenciar um mercado específico, ditando as regras.
  • Desafiadores: encontram-se logo depois dos líderes. São grandes fornecedores em mercados maduros, mas não possuem a totalidade do mercado. Empresas neste quadrante possuem capacidade de executar, mas ainda não têm uma visão forte. Caso evoluam, podem tornar-se líderes.
  • Visionários: são empresas que possuem consciência de como o mercado irá evoluir, isto é, são visionárias. São fortes em pesquisa e desenvolvimento, mas, apesar disso, as organizações deste quadrante ainda não são boas executoras.
  • Concorrentes de nicho: empresas que se saem bem em um segmento no mercado, mas não conseguem, ainda, superar grandes fornecedores. Possuem baixa pontuação em visão e capacidade de execução. Geralmente, são organizações mais focadas na funcionalidade ou em uma região específica, ou são novos negócios.

A tomada de decisão

Em um primeiro momento, você pode pensar que empresas localizadas no quadrante “líderes” seja sempre a melhor opção. Todavia, como o próprio Gartner aconselha, usuários devem examinar todos os quadrantes, uma vez que as empresas têm pontos fortes e fracos que devem ser levados em consideração.

Outro ponto destacado pelo Gartner, é que o Quadrante Mágico ajuda a restringir a pesquisa, mas jamais informa ao cliente qual fornecedor ele deve escolher.

Importante ressaltar que existe uma certa controvérsia no mercado com relação à confiabilidade do posicionamento dos players de tecnologia no quadrante. Muitos argumentam que sempre os mesmos fornecedores são os líderes na maioria dos relatórios, incluindo as famosas companhias IBM, Google e Microsoft. Em outras palavras, a impressão é que é preciso ser grande para figurar na liderança.

Mas, independente de qual seja a sua opinião a respeito do tema, é fato que o MQ ajuda empresas de tecnologia a avaliarem a concorrência. Além disso, gestores podem utilizar as informações sobre pontos fortes e fracos dos competidores para melhorarem seu próprio negócio e ganhar vantagens em seu mercado (mesmo que esse mercado seja pequeno). E, claro, trata-se de uma ferramenta útil para avaliar em qual software investir, por exemplo.

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